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BRANCO?

Alguns poetas já versaram sobre o abismo desafiador da página em branco, do combate exaustivo na criação literária para que as palavras rompam o branco da página e a arte aconteça. O começo. A caminhada que começa(?) com o primeiro(?) passo. A partida.

Depois de leituras, reuniões e encontros esporádicos, começamos a sequência contínua e programada de trabalho que o povo de teatro chama(mos) de ensaios. Hora de escrever sobre o branco do palco, da cena, de nós. Leitura, debates, pequenos ajustes da tradução em progresso feita por Emilio (que escolha acertada nossa, meu Deus!). A Direção aponta direções, rotas, sentidos a percorrer. Hora de enfrentar o branco quadro de Yasmina. Branco? Hora de ver as cores escondidas, as nuances e variações.

Parece que o Branco nunca passa em branco e é sempre um marco na carreira dos artistas que o evocam como tema, matéria ou referência. Um marco zero. Branco das esculturas de Rodin, Camille, Canova.O álbum branco dos Beatles, o disco branco de Caetano onde se lê apenas sua assinatura (apenas?), o disco V do legião, branco com o número dourado…

Branco, soma de todas as cores. ‘Stamos em pleno mar.

Marcelo Flores

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Esta entrada foi publicada em abril 25, 2012 às 4:08 am e está arquivada sob Uncategorized. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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