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AMIZADE E COMPOSIÇÕES

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Dia de mostrar as composições( apresentações cênicas livres) individuais sobre amizade.

GIZ-  Na minha composição, resolvi usar cartas e fotografias de amigos próximos endereçadas a mim ao longo dos anos. Escolhi cartas de épocas diferentes de amigos meus ( entre eles Vladimir ).A minha intuição se confirmou: as cartas não mentem. Estão lá os temperamentos diferentes, o afeto, a troca de conhecimento e informação, as descobertas,os pontos de vista ( viewpoints?) sobre si mesmos e o mundo, os conflitos e provocações, os desabafos , as piadas e sobretudo a ação transformadora do tempo sobre os indivíduos e suas relações. Decidi que não leria sozinho, mas usaria meus colegas na composição por uma razão: a emoção. Eu sabia que ao reler as cartas guardadas no baú por tantos anos, o choro embargaria a voz e comprometeria a fluência da apresentação. As cartas dos meus amigos José Maria, Aldri e Domingos foram lidas por Vladimir, Claudio e Emilio respectivamente. As de Vlad, eu mesmo li (tentei). Datadas de 1993/ 1994, 1997/1998, 2000/2001 e 2004/2012 (emails e mensagens virtuais) e enviadas de lugares diferentes (Vitória da Conquista, Salvador, Rio de Janeiro e Paris) elas revelam a construção e solidificação da amizade e mudança da juventude para a maturidade, através de fatos (vestibular, início da carreira, namoros, mudanças de cidade, viagens, casamentos, filhos…) tudo num forte conteúdo emocional, real. Esse, o maior conteúdo de nossa peça, pra mim. O mecanismo da amizade. Suas dores e delícias. Usei a música GIZ do Legião Urbana , por remeter aos desenhos brancos e por falar de uma época da escola, de amores, amizades e saudades ( ‘mesmo sem te ver/ acho até que estou indo bem’). E levei giz ( qual o plural de giz?) de diferentes cores pra gente desenhar no chão enquanto rolava tudo. No final, pegando a deixa do fim de uma carta de Vlad onde ele diz que tenta tirar músicas de Raul no violão pra tocar num espetáculo nosso, botei no cd a música de Raul que conheci através dele: MEU AMIGO PEDRO.

Na composição de Vladimir, por sintonia pura, ele cantou e tocou no violão a mesma música de Raul e leu uma lista de nomes de amigos fundamentais na sua formação e construção da sua identidade. Impactante em sua força e síntese, como um show de rock. Emoção em três acordes. Toca Raul. Largo, raso, profundo.

Na composição de Claudio, a coragem de enfrentar o clássico que virou clichê, A CANÇÃO DA AMÉRICA. O hino da amizade, sempre repetido nas fm’s, corais, bares e lares, ganhou outra força na interpretação emocionada e emocionante de Claudio, que trouxe à tona memórias da juventude e dos amigos da Tijuca. A força dos versos ‘mesmo que o tempo e a distância digam não’, e ‘venha o que vier/ seja o que vier/ qualquer dia amigo, eu volto a te encontrar’ tiveram um impacto novo e muito forte sobre mim. E foi assim um belo dia de trabalho. Descobertas sobre o outro. Nossa roda de amigos. Nosso Clube da Esquina.

Memórias,música e amizade.

Marcelo Flores

GIZ-  http://www.youtube.com/watch?v=kGmIsQ9DMQI&feature=related

MEU AMIGO PEDRO http://www.youtube.com/watch?v=llcFzl3uauk

CANÇÃO DA AMÉRICA  http://www.youtube.com/watch?v=OlcQE4NeXow

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Esta entrada foi publicada em maio 3, 2012 às 1:57 am e está arquivada sob Uncategorized. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

Uma opinião sobre “AMIZADE E COMPOSIÇÕES

  1. Aldri Anunciação em disse:

    Amizade…Am…Amor! Arte!

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